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Capa da faixa Les passantes

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  2. Soleil profond
  3. Juste avant de tomber
  4. Testament
  5. Morpheus Tequila
  6. Au ranch
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Descrição

As palavras fluem como se alguém estivesse folheando um velho caderno, onde entre as páginas restaram flores secas - encontros casuais, momentos à janela, sombras de companheiros de viagem, cujos olhos ficaram mais gravados na memória do que anos inteiros. Tudo isso são belos fantasmas que um dia sorriram e desapareceram, deixando para trás uma leve melancolia e uma estranha gratidão por terem existido.

A música mantém-se na tênue linha entre a lembrança e o arrependimento: um pouco amarga, mas ao mesmo tempo envolvente e calorosa, como o vinho ao entardecer. Ouvir essa música é como observar os transeuntes e pensar que nos olhos de cada um se esconde uma história que poderia ter sido sua, mas que acabou sendo passageira.

Letra e tradução

Original

Je veux dédier ce poème à toutes les femmes qu'on aime pendant quelques instants secrets.

À celles qu'on connaît à peine, qu'un destin différent entraîne et qu'on ne retrouve jamais.

À celles qu'on voit apparaître une seconde à la fenêtre et qui presque s'évanouit, mais dont la svelte silhouette est si gracieuse et fluette qu'on en demeurait épanoui.

À la compagne de voyage dont les yeux, charmant paysage, font paraître court le chemin.

Qu'on est seul peut-être à comprendre et qu'on laisse pourtant descendre sans avoir effleuré la main.

À celles qui sont déjà prises et qui, vivant des heures grises près d'un être trop différent, vous ont, inutile folie, laissé voir la mélancolie d'un avenir désespérant.

Chères images aperçues, espérances d'un jour déçues, vous serez dans l'oubli demain.

Pour peu que le bonheur survienne, il est rare qu'on se souvienne des épisodes du chemin.

Mais si l'on a manqué sa vie, on songe avec un peu d'envie à tous ces bonheurs entrevus, aux baisers qu'on n'osa pas prendre, aux cœurs qui doivent vous attendre, aux yeux qu'on n'a jamais revus.

Alors, au soir de lassitude, tout en peuplant sa solitude des fantômes du souvenir, on pleure les lèvres absentes de toutes ces belles passantes que l'on n'a pas su retenir.

Que l'on n'a pas su retenir.

Tradução em português

Quero dedicar este poema a todas as mulheres que amamos por alguns momentos secretos.

Àqueles que mal conhecemos, que um destino diferente traz e que nunca mais encontraremos.

Àqueles que vemos aparecer por um segundo à janela e que quase desaparecem, mas cuja silhueta esbelta é tão graciosa e esguia que nos mantemos realizados.

Ao companheiro de viagem cujos olhos, paisagem encantadora, fazem o caminho parecer curto.

Que talvez sejamos os únicos a compreender e, ainda assim, deixá-lo cair sem tocá-lo.

Aos que já estão levados e que, vivendo horas cinzentas ao lado de um ser muito diferente, permitiram, em vão loucura, ver a melancolia de um futuro sem esperança.

Queridas imagens vistas, esperanças de um dia decepcionadas, amanhã você será esquecido.

Enquanto a felicidade surge, é raro que nos lembremos dos episódios do caminho.

Mas se perdemos a vida, pensamos com um pouco de inveja em todas essas felicidades vislumbradas, nos beijos que não ousamos dar, nos corações que devem estar esperando por você, nos olhos que nunca mais vimos.

Assim, na noite do cansaço, enquanto povoamos a nossa solidão com os fantasmas da memória, choramos com lábios ausentes por todos esses belos transeuntes dos quais não conseguimos lembrar.

Que não sabíamos lembrar.

Assistir ao vídeo Benjamin Biolay - Les passantes

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