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Descrição
No saguão do hotel, um visual quase teatral: uma boina alegre, uma bengala na mão direita e um olhar que lê as páginas de uma revista de moda melhor do que qualquer manchete. O bar é como um palco: atrás dela, um duelo de olhares e risadas, o sofá da duquesa serve de esconderijo e a xícara de chá voa no clímax, como se os aplausos fossem inoportunos. Depois disso, o mundo inteiro parece começar a dançar em silêncio, deixando os dois no palco - irônico, nervoso e um pouco cinematográfico.
O perigo aqui não é assustador, é uma tentação: arrancar a bala com a língua de cobra, cutucá-la com os dentes, entrar em cena lentamente - como um modelo de autoironia. As vozes ao fundo transformam a desordem em farsa, e o “massacre no hotel” soa mais como uma sentença-elogio à noite: alto, engraçado e com sentimento. Toda essa mistura é uma piada com intensidade cinematográfica, onde até a violência parece elegante e um pouco absurda, como o último brinde antes do amanhecer.
Letra e tradução
Original
Al hall del hotel
Entraré con la boina torcida
El bastón en la mano derecha
Un extraño furor de revista
Y tú mi amor esperarás
En la barra del fondo
Detrás de tu escopeta
Apuntándome en la mirilla
Me escondo de un salto detrás
Del sofá de la duquesa
Que bebe té de frambuesa
Tu tiro le rompe la taza
Y todo el mundo empieza a huir
Nos quedamos solos en la sala
Y mientras busco mi arma
Escucho tu risa lejana
Y no pudo evitar sonreír
Sonreír
Si al final me das
Sácame la bala
Con tu lengua de serpiente
Prometo que no voy a agonizar
Si todo lo que hago me sale mal
Pero si soy yo el que te da
Voy a sacarla con los dientes
Prometo que no voy a disfrutar
Solo con mirarte
A cámara lenta saldré
Para ver si te encuentro
Tan ágil como el viento
No puedo creer lo que veo
Sobre el piano del hotel
Desnudos sobre la laca
Tú y el ascensorista
Tan blancos como las teclas
Y sumidos en el placer
Si al final me das
Sácame la bala
Con tu lengua de serpiente
Prometo que no voy a agonizar
Si todo lo que hago me sale mal
Pero si soy yo el que te da
Voy a sacarla con los dientes
Prometo que no voy a disfrutar
Solo con mirarte
Matanza en el hotel
Matanza en el hotel
Matanza en el hotel
Matanza en el hotel
Tradução em português
Para o hall do hotel
Entrarei com a boina torta
A bengala na mão direita
Um estranho furor de revista
E você meu amor vai esperar
Na barra de trás
Atrás da sua espingarda
Me apontando no olho mágico
Eu me escondo com um salto para trás
Do sofá da duquesa
Quem bebe chá de framboesa
Seu tiro quebra a xícara dele
E todo mundo começa a fugir
Estávamos sozinhos no quarto
E enquanto procuro minha arma
Eu ouço sua risada distante
E ele não pôde deixar de sorrir
sorria
Se no final você me der
Tire a bala de mim
Com sua língua de cobra
Eu prometo que não vou morrer
Se tudo que eu faço der errado
Mas se sou eu quem te dá
vou tirar com os dentes
Eu prometo que não vou gostar
Só de olhar para você
Em câmera lenta eu vou sair
Para ver se consigo te encontrar
Tão ágil quanto o vento
Eu não posso acreditar no que vejo
No piano do hotel
Nus em laca
Você e o ascensorista
Tão branco quanto as chaves
E imerso em prazer
Se no final você me der
Tire a bala de mim
Com sua língua de cobra
Eu prometo que não vou morrer
Se tudo que eu faço der errado
Mas se sou eu quem te dá
vou tirar com os dentes
Eu prometo que não vou gostar
Só de olhar para você
Massacre no hotel
Massacre no hotel
Massacre no hotel
Massacre no hotel