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Descrição
Em algum lugar lá em cima, uma fera de aço corta o céu novamente - pesada, indiferente, com um rugido no coração e uma missão a bordo. E cada um de seus movimentos parece apagar da face da terra a canção de alguém, o riso de alguém, a esperança de alguém. Aqui não se trata de heroísmo nem de vitória. Aqui é sobre o cansaço do próprio planeta com as ambições humanas. Quando até a tinta na fuselagem do avião parece culpada, e a gravidade, cúmplice. Mas, em meio a essa maldição, soa uma bênção estranha: uma voz sem armas, sem bandeira, sem ordem. A voz que ainda acredita que é possível ser ouvido sem matar.
Letra e tradução
Original
Maldito sea ese avión.
Y el piloto que lo lleva.
Maldito aquel que lo inventó.
Sus alas, sus ruedas.
El metal de su motor.
El minero y la cantera.
La pintura y el pintor.
La gravedad por la que vuela.
Maldigo su sombra camino a la guerra.
Maldigo el miedo que gobierna y la paz del vencedor.
Maldigo la sangre que mancha la tierra.
Maldigo el himno que resuena por encima del amor.
Maldita sea la misión.
El teniente y la bandera.
Maldito el héroe y su galón.
La patria, la frontera.
Cada bala y cargador.
El soldado en la trinchera.
Toda bomba que robó almas a un Dios.
Muera el que fuera.
Maldigo la gloria de los ganadores.
Maldigo el sol cuando se pone sobre la desolación.
Maldigo la vida que siembra la muerte.
Bendigo a todo el inocente que se armaba con su voz.
Y el mundo cobarde que mira a otra parte lleva las manos manchadas de culpa y de hambre.
¿Dónde están todos que no se oye nadie?
Tan solo un rumor suena en la calle.
Maldigo su sombra camino a la guerra.
Maldigo el miedo que gobierna y la paz del vencedor.
Maldigo la sangre que mancha la tierra.
Maldigo el himno que resuena por encima del amor.
Maldigo la gloria de los ganadores.
Maldigo el sol cuando se pone sobre la desolación.
Maldigo la vida que siembra la muerte.
Bendigo a todo el inocente que se armaba con su voz.
Tradução em português
Maldito avião.
E o piloto que o leva.
Maldito seja quem inventou isso.
Suas asas, suas rodas.
O metal do seu motor.
O mineiro e a pedreira.
A pintura e o pintor.
A gravidade pela qual ele voa.
Amaldiçoo a sua sombra no caminho para a guerra.
Amaldiçoo o medo que governa e a paz do vencedor.
Amaldiçoo o sangue que mancha a terra.
Amaldiçoo o hino que ressoa acima do amor.
Maldita missão.
O tenente e a bandeira.
Maldito seja o herói e sua garota.
A pátria, a fronteira.
Cada bala e revista.
O soldado na trincheira.
Cada bomba que roubou almas de um Deus.
Quem quer que tenha sido, morre.
Amaldiçoo a glória dos vencedores.
Amaldiçoo o sol quando ele se põe na desolação.
Amaldiçoo a vida que semeia a morte.
Abençoo todos os inocentes que se armaram com a sua voz.
E o mundo covarde que olha para outro lugar tem as mãos manchadas de culpa e fome.
Onde estão todos que ninguém consegue ouvir?
Apenas um boato soa na rua.
Amaldiçoo a sua sombra no caminho para a guerra.
Amaldiçoo o medo que governa e a paz do vencedor.
Amaldiçoo o sangue que mancha a terra.
Amaldiçoo o hino que ressoa acima do amor.
Amaldiçoo a glória dos vencedores.
Amaldiçoo o sol quando ele se põe na desolação.
Amaldiçoo a vida que semeia a morte.
Abençoo todos os inocentes que se armaram com a sua voz.