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Descrição
Produtor: Romain Descampe
Produtor: Egil «Ziggy» Franzen
Compositor: Noé Preszow
Compositor: Vincent Dewannemaeker
Letrista: Noé Preszow
Letra e tradução
Original
On peut comme ça s'être fait voler son amour et sa liberté, son envergure, ses illusions, ses imprudences, ses questions et devoir tout recommencer.
On peut comme ça être condamné à ne rien lâcher, à ne jamais rien lâcher.
On peut du jour au lendemain, pas savoir quoi faire de ses mains, pas savoir où poser son front, où redessiner l'horizon.
On peut continuellement redouter les enterrements. Il y a des années comme ça, où tout le monde s'en va.
On peut comme ça, c'était pas prévu, replonger dans l'inconnu.
On peut comme ça, c'était pas prévu, avoir tout perdu, avoir tout perdu.
On peut comme ça réaliser que rien n'a vraiment bougé.
Il y a dix ans, jour pour jour, c'était déjà la même cave.
À retaper les mêmes épaves, à déconstruire, à reconstruire.
On peut comme ça circuler, cherchant à qui offrir les bouquets que l'on ramasse.
Alors les bouquets s'entassent et la vie s'écoule sans nous, sans qu'il y ait de nous. On peut comme ça parler tout seul.
Ça peut comme ça durer des heures.
Ça peut durer toute la vie de regarder sa vie.
On peut comme ça, c'était pas prévu, replonger dans l'inconnu.
On peut comme ça, c'était pas prévu, avoir tout perdu, avoir tout perdu.
On peut comme ça, parce qu'il faut bien, prendre la route un beau matin, après mille ans de trahison, embrasser sa confusion.
On peut comme ça, parce qu'il faut bien, vivre sa vie, se prendre en main, se prendre pour un marin, vérifier si l'eau, ça mouille, danser avec les grenouilles.
On peut comme ça, c'était pas prévu, replonger dans l'inconnu.
On peut comme ça, c'était pas prévu, avoir tout perdu, avoir tout perdu.
On peut comme ça, c'était pas prévu, apprendre à réapparaître.
On peut comme ça, c'était pas prévu, relever la tête, renaître.
Tradução em português
Podemos assim ter o nosso amor e a nossa liberdade, a nossa estatura, as nossas ilusões, a nossa imprudência, as nossas questões roubadas e ter que começar tudo de novo.
Podemos, portanto, estar condenados a não abandonar nada, a nunca abandonar nada.
De um dia para o outro não podemos saber o que fazer com as mãos, não saber onde colocar a testa, onde redesenhar o horizonte.
Podemos temer continuamente os funerais. Há anos assim, em que todos vão embora.
Podemos assim, não foi planejado, mergulhar de volta no desconhecido.
A gente pode simplesmente assim, não foi planejado, ter perdido tudo, ter perdido tudo.
Podemos então perceber que nada realmente mudou.
Há dez anos, até hoje, já era a mesma adega.
Reparar os mesmos destroços, desconstruir, reconstruir.
Desta forma podemos deslocar-nos, procurando a quem oferecer os ramos que recolhemos.
Então os buquês se acumulam e a vida passa sem nós, sem que existamos. Dessa forma podemos conversar com nós mesmos.
Pode durar horas.
Pode durar uma vida inteira olhar para sua vida.
Podemos assim, não foi planejado, mergulhar de volta no desconhecido.
A gente pode simplesmente assim, não foi planejado, ter perdido tudo, ter perdido tudo.
Podemos assim, porque temos que, tomar a estrada numa bela manhã, depois de mil anos de traição, abraçar a nossa confusão.
Podemos gostar disso, porque temos que, viver a nossa vida, cuidar de nós mesmos, fingir que somos marinheiros, verificar se a água está molhada, dançar com os sapos.
Podemos assim, não foi planejado, mergulhar de volta no desconhecido.
A gente pode simplesmente assim, não foi planejado, ter perdido tudo, ter perdido tudo.
Podemos assim, não foi planejado, aprender a reaparecer.
Podemos assim, não foi planejado, erguer a cabeça, renascer.