Descrição
A rotina noturna parece ser composta por pequenos contrastes: após o crossfit, náusea, depois um minuto de carinho consigo mesmo e um olhar para o céu, como se estivesse verificando se o universo não está espiando. Nesses traços, há a honestidade crua do corpo e a tentativa absurda de brincar consigo mesmo, como em uma história em quadrinhos, onde o protagonista sempre volta para casa com um milk-shake derretido nas mãos.
O amor é descrito como um ritual estranho, onde o beijo convive com a sensação de própria invencibilidade e, ao mesmo tempo, de impotência. A morte sussurra seus afazeres: não tenha medo, apenas aprenda - nesta frase há mais ironia e um cansaço suave do que pathos. O sono se transforma em uma pequena vitória sobre a inquietação - “só dormir” soa quase como um mantra para a cidade cansada.
A paisagem urbana - KFC, milkshake, fumaça no apartamento - se transforma em um altar doméstico de hábitos. A solidão aqui não é uma tragédia, mas sim um cobertor quente com um buraco: confortável e um pouco triste, mas aceito como um fato. E, no final, fica a sensação de que é possível viver assim: com um vazio que pode ser amado e com uma beleza inesperada que de repente surge entre os hábitos.
Letra e tradução
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