Descrição
Uma contagem que não funciona bem com calculadora: “skilki” soa como um metrônomo de luto - um, dois, um de novo - e a cada batida a rua de alguém tremeluz, a noite de alguém sem dormir, a fotografia de alguém no bolso. Isto não é aritmética abstrata, mas sim contagem nos dedos, onde cada número é um nome, uma casa, uma trincheira; as palavras se esticam como cortinas após uma explosão e contêm ao mesmo tempo cansaço, teimosia e vontade de parar de contar as perdas, mas de não deixar vencer o esquecimento.
A ironia aqui não é engraçada, mas amarga e quente - como chá em uma sala fria: é engraçado e absurdo pensar em qualquer promessa quando há tanta “habilidade” por aí, mas essa risada não é de desespero, mas de resistência. A voz conta, o ritmo responde, e no final de cada verso esconde-se um pequeno reduto: por mais que custe, não se ajoelharão – e mesmo na contagem há espaço para a esperança e para o canto.
Letra e tradução
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