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Descrição
O disco vermelho do sol cai no horizonte como se alguém tivesse arrancado o último traço quente do quadro do dia. A cidade veste um traje fúnebre, a escuridão se concentra nos cantos e, em algum lugar lá fora, sangue, guerra, bem e mal se misturam em um emaranhado infinito. Parece pesado, sombrio, mas nessa pesada há uma beleza própria: as rachaduras do mundo brilham como veios, e mesmo que tudo se desmorone ao meio, a noite sabe levar até o amanhecer. A música é tal que parece que o próprio ar vibra: denso, escuro, mas com a promessa de que a manhã ainda vai raiar.
Letra e tradução
Original
Красный диск снова скрылся во тьму, будто птицы зимой на юг.
Мой город напялил черный костюм, я топтал по ушедшему дню.
Тень за мной по пятам, значит, я не один.
Да, я сам не святой, но надо мной твой огонь.
Сияй, как день.
И треснул мир напополам, дымит разлом.
И льется кровь, идет война, добрался злом.
И меркнет свет в углах парок, летит узор.
По темным улицам летит ночной дозор.
Капли крови на мраморный пол при туманном кругу.
Тот, кто платит душой, все равно остается в долгу.
Ничто не вечно, у всех свой закат, у всего свой конец.
И только ночь, как бы темна она ни была, ее в конце поджидает рассвет.
И треснул мир напополам, дымит разлом.
И льется кровь, идет война, добрался злом.
И меркнет свет в углах парок, летит узор.
По темным улицам летит ночной дозор.
Tradução em português
O disco vermelho desapareceu novamente na escuridão, como pássaros indo para o sul no inverno.
Minha cidade vestiu um terno preto, pisei no dia passado.
A sombra está nos meus calcanhares, o que significa que não estou sozinho.
Sim, eu mesmo não sou santo, mas seu fogo está acima de mim.
Brilhe como o dia.
E o mundo partiu-se ao meio, a fenda fumega.
E o sangue é derramado, há uma guerra, o mal chegou.
E a luz nos cantos dos parques se apaga, o padrão voa.
A vigília noturna voa pelas ruas escuras.
Gotas de sangue no chão de mármore formando um círculo nebuloso.
Quem paga com a alma ainda permanece endividado.
Nada dura para sempre, todo mundo tem seu declínio, tudo tem seu fim.
E só a noite, por mais escura que seja, o amanhecer a espera no final.
E o mundo partiu-se ao meio, a fenda fumega.
E o sangue é derramado, há uma guerra, o mal chegou.
E a luz nos cantos dos parques se apaga, o padrão voa.
A vigília noturna voa pelas ruas escuras.